quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Várias semanas já

Já faz quase 30 semanas que você existe em mim e eu existo pra você. Desde o início eu pensei inúmeras vezes de escrever mas sabia que não haveria palavra nenhuma capaz de explicar, e não há.
E também cada detalhe é tão novo que parece que não há tempo de registrar, de expressar porque é uma experiência a cada dia, é um misto infinito de sentimentos. É um sopro de alegria, de novidade, de ansiedade, de medo, de amor, de experiência, e singularidade em tudo.

Foi assim... Descobri você quando menos esperava, desejava, imaginava e foi tudo diferente porque nem por instinto eu comemorei, ficamos tipo estátua mesmo e me julguei, julguei. Tive principalmente medo, não era possível me entregar de primeira pois havia aprendido que essa entrega dói muito por não saber o dia de amanhã. Uns dias passaram e o dia de amanhã quase não importava, importava só o presente e o fato que você era real e precisava crescer, crescer porque eu já te esperava ansiosamente. Dessa vez tinha que dar certo, e vai dar.
Você é único, filho.
Precisamos de repouso, tanto medo, tanta responsabilidade, tanta incerteza, dúvidas, exigências de si mesmo, só eu sei. Sentia-me tão responsável por qualquer coisa errada, quanto me sinto agora por ter dado certo, lembro o quanto levava a sério o repouso absoluto, que até no banho de meio minuto o medo me acompanhava, eu só queria você ali, quietinho. Lembro de chorar com os incômodos da gestação, lembro de chorar de medo, mas lembro mais dos pedidos pra tudo valer a pena porque eu só queria ter você nos braços. Tudo TEM que dar certo e a minha fé é muito grande.
Deu tudo certo, repouso suspendido e seu sentindo você sendo cada vez mais meu.
Papai e mamãe casaram, adiantaram tudo por você, por nós, e não existiria momento mais especial e único que ter você presente. Disse SIM junto com a gente, nós dizendo sim pra você, você pra gente e nós dizendo um para o outro e para Deus Quantos "sins'' inesquecíveis! Agora é só continuar assim, juntinhos, nós três, até o fim...
Cada dia, cada fato, cada detalhe, tudo novo... Os enjoos intermináveis, parecem que nunca irão apagar da minha memória, como era impressionante pra mim que os ''inofensivos'' enjoos podiam ser tão fortes. Benditos eram os biscoitos de sal, bala de gengibre e picolé de limão.
Eles também passaram. Chegou a vez da enxaqueca. Oi? O que é isso? Agora eu sei, e sei que é bem diferente da dorzinha de cabeça que conheci a vida toda. Era simplesmente insuportável.
Eu me sentia uma fresca e tentava não ser, e então me dava conta que quem dera se tudo fosse frescura. Quanta delicadeza eu precisava ter com você que mudou tanto em mim, que me surpreendia por ter imaginado tudo bem menor de como estava sendo. Tudo tão único, que só eu sei.
Ah... quantos detalhes, como se fosse possível descrever todos.
Hmm... Chegou a vez da expectativa do sexo, torcida pra ser menina era gigante, mas a mamãe sabia que o seu jeitinho trabalhoso de ser só podia ser de um menino sapeca! E é, o meu príncipe!!! Eu amei e aprendi que o que mais importava nessa vida era sua saúde.
A cada insegurança, te amava mais... a cada ultra que eram capaz de identificar se estava tudo perfeito em você.
O tempo foi passando e a insegurança diminuindo. Deus é perfeito e quis fazer você perfeito pra mim, quanta gratidão por isso, quanta felicidade!
Mas, e aí? Não vai mexer não? Assim eu fico preocupada e precisando te sentir pra saber que está tudo bem aí dentro... Demorou, demorou, custei pra identificar mas aos poucos fui vendo que o que eu achava que não era ''nada'' já era você levemente falando comigo, e conforme ia crescendo ia ficando mais claro teus "Oi, mamãe". Eu simplesmente amo!
Começou a ficar difícil pra dormir, começou a ficar característico que escolhia a noite que pular e eu já tinha me habituado. Mas como tudo muda de novo e de novo, aos poucos perdeu essa característica e criava-se outra novas, se bem que você é bem inconstante, bem tímido e teimoso rsrs
É só a mamãe anunciar que está mexendo pra você parar! Não vai achando que vai me contrariar assim, ein?!
Mais uma vez... quem dera fosse possível descrever cada detalhe!!!
e o nome, ein? Quantas opções, quanta indecisão, nenhum era tão perfeito pro amor da minha vida, simples assim! E ai, finalmente foi escolhido porque papai e mamãe viram escrito no céu... Davi.
Da-vi pra ser nossa vi-da, pra ser nossa razão, pra dar sentido a tudo!


domingo, 21 de junho de 2015

Viagem solitária

Faltaria pouco agora... 
Da mesma forma que só uma mãe sabe o amor e alegria de conceder tamanha benção, só uma mãe sabe o óbvio amor e dor que sente pela alegria interrompida. É uma viagem solitária. 
A dor mais particular, inconsolável e incompreendida que já senti. Mas por quê? 
Ainda questiono, sim. Nada jamais será como foi. Uma parte de mim é um pedacinho do céu. 
É uma felicidade que dói. Felicidade por ter tido você aqui dentro, e dor por não poder te esperar mais aqui fora. 
É quase possível superar, mas a dor que o tempo minimizará, é a cicatriz que se cria pra sempre. 
É algo eterno. Não há nada que mude isso! 
Minha estrelinha! 


quarta-feira, 4 de março de 2015

Somente a fé me mantém...

Eu não suportaria, nem tentaria compreender, questionaria sem levar nada em consideração, me revoltaria. A fé transforma isso.
A dor é coerente com o quanto importa, com o quanto eu amo. Mas a fé me deixa forte. Não inabalável, mas forte o suficiente.
A fé me adapta para contornar a dor e enxergar o privilégio dela, afinal, ela só existe porque estivemos juntos.
A fé me deixará capaz de recordar sem dor.
A fé me faz crer no que eu não vejo e não entendo. Faz-me confiar.
A fé me faz capaz de aceitar e me confortar com cada palavra de cada amigo, se não fosse a fé, não importa o que dissessem, eu não aceitaria, não compreenderia. 
Se não fosse a fé, só o que eu quero me importaria. Quero ele aqui. 
A fé me deixa capaz de enxergar que meu bebê está no céu, ele é um anjo. 
A fé me mantém. 


                         

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sou dois...

Para meu bebê você...

Não houve muito tempo pra descrever tudo que já sinto falta de sentir. O susto mais lindo que tive, e tive o privilégio de respirar fundo, receber meu maior presente e então, me doar, amar. Um susto de minutos, uma realidade pra uma vida inteira. Realidade perfeita! Eu não sabia que estava preparada, mas eu estava! Em um piscar de olhos, só enxergava motivos positivos. Que privilégio ganhar essa benção!
Minha falta de reação naquele momento que vi duas listrinhas vermelhas durou pouco, não foi imediato, mas não demorou pra cair a ficha. Até a confirmação no exame de sangue, tentei me segurar pra não suspirar e sorrir só porque tive medo de não ser real, sem perceber, eu já estava desejando. Meu coração bateu tão forte com medo do resultado negativo, mas fiquei satisfeita quando ouvi que era real sim. Saí do consultório e disse, "nossa, eu fiquei nervosa porque passou pela minha cabeça que deu negativo". Eu podia sentir medo de contar para a família a novidade, medo do que não foi planejado, daquele momento onde tudo seria novo, pensar se eu estava pronta suficientemente, afinal, eu já pensava no quanto deveria ser perfeita para cuidar e amar o verdadeiro sentido da minha vida. Era confuso, inesperado, mas era real. Nossa, era um sonho! Um sonho que eu ainda não tinha parado pra idealizar, mas que jamais imaginaria o quão bonito e inexplicável era. 

Durou tão pouco... Junto com a confirmação, a informação que haviam riscos. Repouso absoluto. Mais momentos de insegurança, mais momentos de alegria. Planos, muitos planos, mais sonhos, tudo sendo concretizado e idealizado, buscávamos informações sobre tudo, queríamos saber tudo sobre você, do que eu teria que comer, tivemos mil ideias da decoração do seu quarto, de fotos, minha barriga nunca foi tão amada, nunca pensei que a acariciaria tanto, nunca pensei que alguma dor me traria algum prazer, eu pensava "só estou sentindo isso porque você está aí, meu amor...", e papai cuidou do melhor jeito da mamãe pra que tudo passasse logo, que ansiedade de saber seu sexo e te chamar por um nome, já havia anotado minhas perguntas para a médica, se não fosse o repouso a primeira coisa que queria fazer era ir comprar presentes pra você, já imaginava nós juntos, já imaginava tudo... 
As cólicas passaram, com o remédio o sangramento diminuiu, eu só conseguia sentir e pensar que aquilo era só algo pra eu lembrar "como me deu trabalho no início,ein?!", pensei tanto que ficaria tudo bem...
Agradeço pela intensidade a qual vivi esses poucos dias de benção(quero dizer, benção pra vida toda), mas com certeza não o suficiente, eu tinha tanto para aproveitar. 
Hoje questiono muito mais de não poder viver isto, do que um dia pensei em questionar se a hora era ou não agora. 
É claro que era a hora! E foi! Não mais aqui dentro de mim, e nem eu esperando você aqui fora, mas você sendo agora meu anjinho no céu. 
6 semanas, mas sei que existiu, poderia só esperar o tempo e em torno de setembro ou outubro, estaria pessoalmente nos meus braços, como então não existiria? Estás junto do Pai.
A dor não me deixa aceitar, entender que Deus sabe de todas as coisas. Não dá pra lembrar de você sem doer. Muitos não entendem, mas eu entendo que nada substituirá o tempo que esteve dentro de mim. Não está mais e por muito menos tempo que deveria, mas teu amor está. A realidade da perda, a questão da dor, conforto e compreensão das pessoas a nossa volta seria mais que bem-vindo, mas porque é tão difícil reconhecerem? Eu não posso me sentir à vontade de sentir tudo que sinto, é como se eu estivesse exagerando, como se eu fosse uma boba por amar você. As pessoas não dignificam a perda, é como se você não tivesse existido de fato, como não? Não importa o quanto não compreendem, eu vou honrar você na minha vida pra sempre. 
Tento conciliar a dor com a certeza que Nosso Pai sabe de cada propósito na vida de cada um, e sei que Ele se encarregará de suprir sua falta aqui, e tudo que não vivemos juntos.
Não é fácil e nem consegui ainda, aceitar... Mas, não sou eu quem escolho, não é? Os sintomas mal surgiram, e passaram, muitos mal de parabenizaram porque tiveram que trocar os parabéns pelo lamento, a realidade me obriga a crer...
Daí de cima, fale com Papai do céu pra confortar o coração do papai e da mamãe aqui em baixo.
Amamos você, filho.




        

sexta-feira, 28 de março de 2014

Meu dever é servir

Quase tudo que me foi dado, eu perdi, não sei onde deixei.
2.013 não foi o ano da realização, mas ganhei tudo que precisava: Desejo, força, fé na realização como nunca antes e a certeza de cada passo. 
Agora não compreendo como deixei o oposto agir por mim e me manter longe daquilo que estava tão perto. 
Aceito perder este ideal, aceito mudar meus planos, aceito almejar algo que eu (e mais ninguém) julgue melhor, MAS, não aceitarei nunca fracassar e jogar fora o ''eu'' que conheci ao desejar tanto algo, não aceitarei desistir de mim! Desejo compreender o melhor caminho para o hoje e amanhã, mas, desistir jamais.
Não me importo com aqueles que não entendem dessa força e certeza que criei. Importo-me com o que eu faço com isso e eu não vou aceitar desistir nunca. Eu seguirei meu planos e continuarei caminhando onde eu decidir, só não posso desanimar! 
Enquanto meu coração disser ''Eu quero estar lá dentro!'' , eu lutarei!

Toda dificuldade e dúvida serviu para me dar toda certeza e perseverança que jamais imaginei, agora o meu dever é servir e eu servirei.
Sirvo de todas as maneiras para o meu sonho, esse é o meu dever, é minha honra!

Desde agora, meu código de honra: DISCIPLINA, AMOR, CORAGEM.







quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Quando a alma não é pequena ...

Quando tu acreditas, não há nada que possam fazer e tão pouco pronunciar, pois nenhum mal alcançará o amor pelo ideal que guardas no peito. Tu és o que desejas ser.
''Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.''

 


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Não devolvo ...

Não visto o que não me serve, mas também não visto o que eu não quiser.

Não visto, então, teu egoísmo.
Não visto quando querem ofender.
Não visto lágrimas, nem angústias.
Não visto mentiras.
Não visto hipocrisia.
Não visto a discórdia que tu causas.
Não visto raiva e remorso.
Não visto quando desejas o mal.
Não visto, nem guardo na gaveta.
Não visto pq a evolução de cada um é particular, quem não evoluiu vestirá o que deu para o próximo vestir.
Não quero vestir nada, pois sinto-me leve só com o amor e a fé.

Também não entrego de volta.
Não preciso devolver. Não há troco.
Joguemos fora tudo que não for cabível.
Não devolverei pq não aceitei o que me deram.
Quem pretendia que eu vestisse mudará de ideia pois, esses sentimentos não servem a ninguém, e de tanto que sobra, faz mal apenas a que os possui.

Não devolvo nada além do oposto. Doarei somente o que tenho e almejo.
Amor, união, esperança, amor, fé, verdade, paz, amor, verdade, compreensão, amizade, amor, perdão, felicidade, justiça, amor ...

Amém.


A.




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

ouvidos atentos

''Trouxe o vento forte, o calor das emoções, os desejos mais profundos e mais afeto. Pediu espaço com um abraço, as mãos vazias e um beijo à distância. Seguiu seu caminho com o que tinha: seus pequenos cacos. Olhou para si e percebeu sua condição.

-"Adapte-se ao meio ou estarás perdida", gritou seu instinto
- Me adaptarei ao meio sem perder minha essência, respondeu
-"E se sua essência não for suficiente?", retrucou
-Me dê minha sentença! Abrir mão do que acredito é aprisionar-me na escuridão. Já estive lá e não pretendo voltar. 

Levantou-se e continuou seu caminho. ''

Há autorias que não são nossas, porém veste-nos direitinho.